
Escondido, bem escondido, onde ninguém possa mexer ou mudar, onde só uma pessoa conseguiu chegar bem perto, e lá fez um estrago, e por tal motivo, ele se escondeu não se mostra, e faz um show particular lá dentro, não faz sucesso, nem é aplaudido, mas formam-se lagrimas, cada vez mais lagrimas, mas que eu ainda não consegui identificar, se é de alegria ou tristeza, e tamanha duvida me consome, me absorve, me atormenta e me deixa incrédula, parece-me soberbo, instigante e indecifrável, dessa forma, cada vez mais interessante. Passa-me a mente como há pessoas, que tentam lá chegar, o forçam a se abrir, mas elas nunca conseguiram decifrar o que lá existe, precisa mais do que força, mas do que manhas, mais do que qualquer coisa imaginada, precisa-se de muito mais.
Aprendemos a falar, aprendemos a andar, sentar, se mexer, agir de forma “correta”, a ficar calado na hora certa, e a reivindicar quando se é injustiçado, e cada coisa dessas, se aprende de acordo com o que se vê. Se vivermos ao redor de pessoas que fala inglês, vamos falar o mesmo dialeto, se as pessoas com as quais convivemos não sentam, nunca saberemos o que é sentar se não vermos alguém o fazendo, se ao seu redor as pessoas gritam, falam todo tempo, e são mal educadas, é assim que você vai ser, afinal você só aprende o que ver. Mas como aprendemos a amar? Precisamos ver alguém amando? Talvez não, existem coisas que você já nasce sabendo, que estão dentro de você. Mas ultimamente isso tem sido cada vez mais banal, parece não existir amor, e como não há definições, não sabemos exatamente do que se trata, e assim todos amam qualquer coisa, de qualquer modo, e ele vai se perdendo, perdendo tudo que havia conquistado. Um assunto tão falado, e tão discutido, mas que quase ninguém segue ou cumpre o que diz, é o dizer “eu te amo”, falam o tempo todo, para pessoas que nem conhecem direito, ou para um carinha que conheceu a dois dias, para objetos, falsos amigos, enfim, para o que não se ama. Eu falo eu te amo para quem não amo, sou mentirosa, falsa e prepotente sim, e me desculpem, mas aprendi com vocês, mas quando se trata de uma relação baseada na sinceridade, pode ter certeza, eu sou bem sincera, e as vezes até arrogante.
Procurem o escondido, surpreendam para encontrar novos ares, sejam verdadeiros para adquirir confiança, espertos para saber como chegar a um ponto exato e procurado, utilizem palavras com sabedoria para conquistar, ame, mas verdadeiramente, sem prepotência, falsidade ou mentiras, afinal você é o que você se faz.